O uso de jogos interativos, ou “gameterapia”, ganha cada vez mais espaço dedicados à terceira idade. Possibilitando trabalhar o equilíbrio, o condicionamento físico, aeróbica e a estimulação cognitiva.
Os jogos produzem movimentos semelhantes ao que fazemos dentro da fisioterapia convencional e abrange pacientes que fazem fisioterapia ortopédica, neurológica entre outras.
Ela aponta que a utilização do videogame na reabilitação faz com que os idosos tenham mais motivação. A cada ponto conquistado ou fase superada, o idoso consegue visualizar de forma muito interativa e rápida, fazendo com que as terapias se tornem mais lúdicas e leves.
Isso ajuda a humanizar o tratamento, muitas vezes doloroso e exaustivo, além de possibilitar acessibilidade para pacientes com deficiência. Muitos movimentos que o paciente, às vezes, não consegue mais realizar, através do jogo consegue vivenciar novamente aquela atividade ou movimento há muito tempo não executado.
Certos estudos científicos mostram que os games ajudam, tanto em adultos quanto em idosos, no aumento das atividades do hipocampo (responsável pela memória), córtex pré-frontal dorsolateral (que controla o planejamento, a tomada de decisões e a inibição) e cerebelo (responsável por atuar no controle e no equilíbrio motor).
A escolha dos jogos a serem utilizados dependerá dos objetivos que o terapeuta estabelece para cada paciente.
Os principais consoles utilizados e mais acessíveis são WII e o X- Box, porém há outros tipos e a possibilidade de desenvolvimento de jogos para programas específicos de reabilitação, porém o custo é mais elevado.
O uso dos jogos tem de ser colocado dentro de um planejamento visando os objetivos traçados e observando os bons resultados que possam gerar.
Mesmo divertidos, os movimentos, quando mal executados, podem até agravar a situação. Além disso é muito importante ressaltar que a os jogos não substituem a fisioterapia convencional, mas complementa o tratamento.